quarta-feira, 23 de novembro de 2011

As Prostitutas Marcantes da Ficção!



Enquanto na vida real a sociedade tende a discriminar e a vida traz resultados extremamente desagradaveis e traumáticos, na ficção as mulheres que trabalham com a profissão mais antiga do mundo, geralmente, caem no gosto popular, se tornam personagens queridos e tem um final feliz.



Capitu: Giovana Antonelli comeu o pã de um cliente que queria lhe dar uma vida de princesa. Capitu era garota de programa de luxo em “Laços de Família”. A jovem se prostituía para pagar a faculdade (caso bem comun em nossa realidade), a creche do filho e ajudar nas despesas de casa, ou seja, não tinha necessidade de se prostituir. Apaixonada pelo vizinho desde a infância, a jovem enquanto não fazia seu "serviço" se insinuava para para sua paixão (detalheo que o diabo amassou na mão era casado). Ao final da trama, ela conquistou seu grande "amor" e o público adorou.





Taís: Maria Flor retratou na ficção o drama de diversas brasileiras que vão tentar a vida fora do país. Em “Belíssima” (2005), sua personagem foi levada para Europa, iludida por promessas de que ganharia dinheiro rápido. Ao chegar na Grécia, a jovem teve seus documentos apreendidos pelos traficantes e sofreu o pão que o Diabo amassou para sobreviver. Taís foi salva por Narcíso (Vladimir Brichta) que se apaixonou perdidamente pela brasileira e fez de tudo para salvar a pele da amada. Um personagem com um conteúdo conscientizante, bem diferente dos outros que mesmo de forma subliminar incentivam as nossas jovens a ingressar em uma vida que nada tem de glamurosa, que raramente conduzem ao sucesso e que na verdade só lhes proporciona uma realidade de alto risco, próxima a DST, AIDS, drogras e o crime organizado.





Em 2007, Camila interpretou a personagem Bebel, a prostituta de "Paraíso Tropical" e uma das mais famosas da telinha. Camila surpreendeu com o papel que lhe rendeu vários elogios e fez o bordão de sua personagem cair na boca do povo, afinal, quem nunca disse: eu tenho CATIGURIA ?!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Visão social da Prostituição


      A Prostituição ao longo do tempo tem sido vista com diferentes olhares por se tratar de um tema delicado, que envolve não só o comércio de promiscuidade, a prostituição envolve outros valores dos quais a sociedade tem dificuldade de aceitar.Sabemos que a prostituição não é sinônimo de miséria e pobreza, as prostitutas em países como a Grécia eram admiradas, e sua profissão era como qualquer outra, com pagamento de impostos e registradas, deveriam usar certos trajes para serem identificadas pela sociedade, apesar disso eram consideradas mulheres elegantes, tinham influência política e respeitadas.

     Na França entre o séc. XVII a XIX, os bordéis, mais conhecidos como ‘salon’ era o refúgio aonde muitos filósofos iluministas se encontravam para falar livremente sobre filosofia, política, sendo que as prostitutas também eram cultas, possuíam conhecimento sobre música, filosofia, política, e participavam dos debates com esses pensadores iluministas, eram extremamente elegantes e requintadas, e apesar dos debates filosóficos elas também se prostituíam.
   
      O ato de se prostituir fere gravemente valores religiosos, a religião é um grande fator para a rejeição da prostituição, tendo uma influência muito forte na política, o que faz da prostituição ser severamente reprimida em países que adota o cristianismo e o judaísmo.Em Israel, onde a religião predominante é o Judaísmo, a prostituição é passível a penas severas ou até com a morte de acordo com a lei mosaica.

      No século XX houve uma mudança de visão em relação a prostituição, passou a ser permita por lei, mas devido a isso passou a ser explorada, aumentando os casos de prostituição infantil , exploração sexual, e o aumento das doenças sexualmente transmissíveis . Denunciada pela a ONU, os países ocidentais tomaram medidas mais árduas de repressão, na tentativa de diminuir as DST e exploração da sexualidade, com uma maior repressão a prostituição passou a ter lugar certo, já que o ato de se prostituir ainda é permitido, desde que seja o ato de vender seu próprio corpo e em lugares mais ‘’reservados’’.

      No Brasil surge famosos pontos de prostituição como o Mangue(RJ), e o Bom Retiro (SP), lugares onde era permitido a prostituição e tinha o controle rigoroso da polícia, todas as prostitutas se concentravam nesses lugares e eram cadastradas pela polícia que cuidava da saúde das prostitutas, em função das DST, e também tinha um controle de liberdade das prostitutas. Proibiam mulheres que faziam prostituição no Mangue, por exemplo, de andar em bairros nobres pela cidade, a fim de esconder as prostitutas da população, pois denegria a imagem dos governantes. Até a década de 50 em São Paulo as ruas Itaboca e Aimorés eram as únicas ruas permitidas para a prostituição, só a partir da década de 60, 70, foi se espalhando pelo centro da cidade, e hoje já tem em todas as zonas e lugares de são Paulo, sendo bairros de classe média alta aos mais carentes, com uma repressão bem menor da polícia e sem controle nenhum de saúde dessas profissionais.

Tempos
Mesmo no passado existiam dois tipos de prostituição, primeiro, a vindo da pobreza, que se levou pelos impulsos da carne e a conversa do namorado; e, segundo, a que se originaram na rica, quando a jovem era expulsa de casa, mas mantinha uma situação mais qualificada por sua imposição educacional.
No mundo moderno, a prostituição conhecida do passado, isto é aquela que está abertamente sendo apresentada à sociedade como uma classe à parte, dentro do processo de discriminação e indiferença, quase já não existe, devido ao surgimento de uma abertura que a disfarçou e encobriu os seus efeitos.

Violência
A violência física é presença constante na vida das profissionais do sexo e se expressa nas relações com clientes, cafetinas, taxistas e policiais.
Frente a esses fatores de vulnerabilidade imediatos e cotidianos, as DST e a Aids passam a ser secundárias na percepção dos riscos vinculados à profissão.
(consumo de bebidas alcoólicas e/ou drogas) são alguns elementos que favorecem o distanciamento entre o conhecimento e a prática.
Ainda as profissionais do sexo que definem a prostituição como a sua principal fonte de sustento para o consumo de drogas, injetáveis ou não.
Remuneração
Considerando como parâmetro a prostituição tradicional exercida em ruas ou casas fechadas em áreas metropolitanas das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste o valor do programa pode ficar entre R$ 5,00 e R$ 20,00. Por outro lado, nas Regiões Sul e Sudeste, nessa mesma modalidade, o programa fica em torno de 10,00 a 30,00 reais.
Se focarmos as áreas de prostituição que possuem características específicas – como nos garimpos – não há, nem mesmo, uma remuneração concreta: as profissionais do sexo são atraídas por promessas de elevados lucros, ficando, no entanto condicionadas ao pagamento de intermináveis dívidas referentes às despesas de alojamento, medicação, consumo de bebidas alcoólicas, alimentação e vestuário. Em contrapartida, se dirigirmos nossa atenção às casas de massagem do Sul e do Sudeste, podemos identificar profissionais do sexo com renda semanal mínima em torno de R$ 300,00.
Independente da modalidade do programa, o seu valor é mais alto quando não inclui o uso de preservativo.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

DEPOIMENTOS DE ALGUMAS GAROTAS DE PROGRAMA

Atuam nas ruas da Zona Sul entre travestis e mulheres....


CAMILA (Mulher)
Trabalha há oito anos nas ruas como prostituta, tem um filho.
Gosta da liberdade que tem e de dominar e é claro de receber pelos serviços prestados.
O que  não agrada é a “zueira”.
Sonhava em ser Advogada ou Psicóloga.
Entre várias historias que ocorrem na noite lembra se de um cliente que pediu para ela matar um peixinho para ele poder ejacular e depois ainda pediu o peixe para levar.


NATALIE (Mulher)
Seis anos na profissão, já foi casada, tem um filho, pensou em ser Psicologa
Apesar de estar nas ruas prefere trabalhar em Casas fechadas, nas horas vagas vende cosméticos.
Gosta da liberdade, mas detesta sua exposição, o preconceito que sofre, agressões, também não agrada fetiches. 


TATI BRASIL (Travesti)
Vinte anos na profissão atua nas ruas e via internet, não sai com mulheres, em paralelo trabalha em uma clinica Geriátrica. Diz que faz programa por necessidade. O que faz feliz nesta vida é o momento em que recebe pelos serviços prestados, não agrada o consumo de bebidas e drogas o que muitos clientes usam e oferecem.Situações que recorda: _ Uma despedida de solteiro com um rapaz virgem de uma religião que dizem não pertencer a Igreja. Teve também uma vez que ela e umas colegas saíram com 12 Pastores de uma Igreja Evangélica, onde vestiram se de mulher, fizeram trenzinho e por aí em diante.

Dizem cobrar entre R$250,00 a R$300,00 o programa, elas são unidas no trabalho, pois sabem que precisam defender uma a outra, não permitem que tomem o ponto, ficam sempre no mesmo local, não admitem roubos e menor de idade.



terça-feira, 1 de novembro de 2011

Legal de Saber

Bruna Surfistinha, a prostituta mais famosa do Brasil…



O Doce Veneno do Escorpião é um livro que conta uma vida real de ex-prostituta. O livro descreve um passado real de uma moça adotada por um casal que tinha além dela, duas filhas legítimas deste casamento. Seu pai tinha um trabalho que lhes fornecia uma vida muito rica, à qual permitia a sua mãe dedicar-se somente ao lar, apesar da mãe ser formada em curso superior, optou-se pela vida do lar. Neste livro ela conta uma parte de sua adolescência, seus relacionamentos com rapazes, sua vida de colegial, onde o limite sempre era desafiado. Seu pai após sofrer um grave acidente doméstico, não pode mais trabalhar e a família precisou se adequar a nova situação, tendo que morar em um sítio pois ele não mais podia manter o status devido seu acidente.Durante sua adolescência ela começa a mostrar uma certa curiosidade pelo prazer do mundo da sexualidade, jovem, bonita e muito inteligente, precisava apenas de um pequeno empurrão para que ela partisse definitivamento para o mundo da prostituição. Este dia chegou quando seu pai e sua mãe descobriram que a filha adotiva tinha compulsão pelo roubo, ela narra diversos momentos em que se aproveita de situações para tirar dinheiro da carteira de seu pai e até mesmo no varejo quando sua mãe a levava consigo, mas o limite chegou ao fim assim que a moça roubou de sua mãe um colar caríssimo e posteriormente vendendo no mercado por menos da metade de seu valor real.Assim que seus pais descobrem, resolvem ignorá-la dentro de casa, além de cortar a mesada e a liberdade de sair sozinha ou com amigos, foi obrigada também a deixar o bom colégio que estudava, para estudar em um colégio de classe baixa, seu pai não gastaria mais seu dinheiro com uma filha que não valorizava o que tinha.

A situação torna-se insustentável no dia em que ela tem uma discussão com seu pai e este descarrega toda sua raiva com palavras de baixo calão e a chama inclusive de prostituta, a moça resolve sair de casa e se prostituir. Durante sua vida adúltera, ela vivencia várias situações e resolve descrevê-las neste livro, a forma de descrevê-las é chocante e algumas ao mesmo tempo cômicas.Ela descreve algumas situações reais vivenciadas com seus clientes, dando vários detalhes e características, de seus programas, e durante a narrativa ela conflita com o seu eu verdadeiro e a prostituta com nome criado por ela, existe muitas vezes uma fusão da moça de família onde existem os valores éticos e morais e a profissão dela como prostituta.Um livro extremamente erótico, cômico por algumas vezes e verdadeiro, onde ela não controla o que acontece nos bastidores que existem nesse meio prostituído, inclusive as drogas, onde seu consumo torna-se cada vez mais compulsivo.Apesar desta vida desregrada ela mesmo assim demonstra em todo seu livro que apesar de seu jeito erótico de viver a vida, também espera um dia encontrar seu príncipe encantado e formar uma família como toda a moça de boa família.
Não estamos aqui pra fazer apologia a nada, o intuito desse blog não é esse.
Todas as entrevistas aqui apresentadas são reais, de pessoas reais, que nos autorizaram sua divulgação total de sua imagen e declarações no uso acadêmico apresentado por esse blog. Agradecemos muito a visita de todos e agradeceríamos se deixassem seus comentários para que possamos discutir pontos de vistas sejam eles quais forem, porem... Todo e qualquer comentário em sentido de piada e/ou ofensiva sera excluído, comentarios discriminatórios serão respondidos judicialmente nas formas da lei. Do mesmo modo que esse blog não foi feito para apologia, muito menos para julgar, pois não cabe a nós nem a ninguém.
 "O que você faz para si mesmo, fala ou pensa não te faz melhor que ninguém", hipocrisia não né...

ENJOY THE BLOG

Letícia 43 anos!