quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Visão social da Prostituição


      A Prostituição ao longo do tempo tem sido vista com diferentes olhares por se tratar de um tema delicado, que envolve não só o comércio de promiscuidade, a prostituição envolve outros valores dos quais a sociedade tem dificuldade de aceitar.Sabemos que a prostituição não é sinônimo de miséria e pobreza, as prostitutas em países como a Grécia eram admiradas, e sua profissão era como qualquer outra, com pagamento de impostos e registradas, deveriam usar certos trajes para serem identificadas pela sociedade, apesar disso eram consideradas mulheres elegantes, tinham influência política e respeitadas.

     Na França entre o séc. XVII a XIX, os bordéis, mais conhecidos como ‘salon’ era o refúgio aonde muitos filósofos iluministas se encontravam para falar livremente sobre filosofia, política, sendo que as prostitutas também eram cultas, possuíam conhecimento sobre música, filosofia, política, e participavam dos debates com esses pensadores iluministas, eram extremamente elegantes e requintadas, e apesar dos debates filosóficos elas também se prostituíam.
   
      O ato de se prostituir fere gravemente valores religiosos, a religião é um grande fator para a rejeição da prostituição, tendo uma influência muito forte na política, o que faz da prostituição ser severamente reprimida em países que adota o cristianismo e o judaísmo.Em Israel, onde a religião predominante é o Judaísmo, a prostituição é passível a penas severas ou até com a morte de acordo com a lei mosaica.

      No século XX houve uma mudança de visão em relação a prostituição, passou a ser permita por lei, mas devido a isso passou a ser explorada, aumentando os casos de prostituição infantil , exploração sexual, e o aumento das doenças sexualmente transmissíveis . Denunciada pela a ONU, os países ocidentais tomaram medidas mais árduas de repressão, na tentativa de diminuir as DST e exploração da sexualidade, com uma maior repressão a prostituição passou a ter lugar certo, já que o ato de se prostituir ainda é permitido, desde que seja o ato de vender seu próprio corpo e em lugares mais ‘’reservados’’.

      No Brasil surge famosos pontos de prostituição como o Mangue(RJ), e o Bom Retiro (SP), lugares onde era permitido a prostituição e tinha o controle rigoroso da polícia, todas as prostitutas se concentravam nesses lugares e eram cadastradas pela polícia que cuidava da saúde das prostitutas, em função das DST, e também tinha um controle de liberdade das prostitutas. Proibiam mulheres que faziam prostituição no Mangue, por exemplo, de andar em bairros nobres pela cidade, a fim de esconder as prostitutas da população, pois denegria a imagem dos governantes. Até a década de 50 em São Paulo as ruas Itaboca e Aimorés eram as únicas ruas permitidas para a prostituição, só a partir da década de 60, 70, foi se espalhando pelo centro da cidade, e hoje já tem em todas as zonas e lugares de são Paulo, sendo bairros de classe média alta aos mais carentes, com uma repressão bem menor da polícia e sem controle nenhum de saúde dessas profissionais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário